Eeeeee Macarena!

7 jan

MInha planilha de domingo era: 1 km de caminhada + 6 x 500m no pace de 8:00 com descanso de 2 minutos.
Meu primeiro pensamento foi: o que vou fazer nesses 2 minutos de ‘descanso’? É impossível eu ficar cansada correndo 500m nesse pace, vou dançar a macarena para esperar esse tempo passar… 

Oh pequeno gafanhoto, porque questiona os ensinamentos do seu mestre?

O treino foi na medida. Claro que não fiquei exausta, estou parada mas não sou sedentária, mas o treino serviu para lembrar como é correr no asfalto com um sol de 300 graus na cabeça e gripada. Treinar é isso. É correr em dias e situações que não são ideais já que o dia da maratona pode não ser o dia mais perfeito da vida.

Sacaneei (mentalmente) o treino mas ele acabou sendo perfeito para mim. Ótima maneira de começar o ano confiando e obedecendo o treinador 😉

Resultado final: feliz por estar de volta.

Babysteps

4 jan

A condropatia dominou o meu segundo semestre de 2012. Após diversos treinos estressantes e provas fracassadas pela dor no joelho, resolvi parar um pouco e consertar algumas coisas. Fiz os exames que precisava, alguma sessões de fisioterapia e voltei com força à musculação. Não gosto de malhar, acho entediante demais, mas é um ‘mal necessário’ para quem gosta de praticar esportes.

Para dar uma motivação extra, resolvi mudar de academia. Um novo ambiente com novos aparelhos e novos professores é sempre bom para dar um gás, né?

Meta para 2013. só que não

Meta para 2013. só que não

 

Junto ao fortalecimento muscular, comecei a me preparar psicologicamente para a minha volta aos treinos. Sempre achei a corrida um esporte ingrato, a gente se acaba para tirar 10 segundos do pace e com 1 mês de molho lá se vai um minuto inteiro a mais no relógio.

Promessa de 2013: não faltar a musculação e fazer exatamente o que o treinador mandar. Nada de querer acelerar antes do tempo.

Fiz meu primeiro treino pós-molho ontem: 3km a 8:00. Treino fácil feito sem cansaço, sem stress e principalmente sem dor.

Amém.

Cadarço elástico

9 nov

Há 22 anos tenho uma cicatriz no queixo para me lembrar da importância de amarrar os cadarços dos tênis.

Meu medo de cair de novo e minha falta de paciência para parar e amarrar o cadarço durante um treino ou prova me fizeram ir atrás dos cadarços de elástico. Eles são ótimos pois não desamarram nunca e deixam  muito mais prático o ato de calçar/descalçar os tênis.

Pesquisei os preços em alguns lugares e achei tudo muito caro. Aproveitei um curso de empreendedorismo que fiz no Sebrae e resolvi criar minha própria ‘fábrica’ de cadarços elásticos.Obviamente vendi para todo mundo da equipe e quase levei o prêmio de melhor empreendedora da turma. rsss

Esse cadarço é muito simples de fazer. Comprei todo o material na caçula aviamentos (centro do RJ): 2 m de elástico para ‘maria chiquinha’ número 03, arremates e ‘jacarés’.

Como fazer cadarço de elástico para tênis:

:: Corte 2 tiras de 1 metro e queime as pontas com um isqueiro
:: Coloque os elásticos no tênis como se fosse um cadarço comum
:: Passe as duas pontas do elástico pelos buraquinhos do arremate redondo
:: Ajuste o tamanho do cadarço
:: Una as 2 pontas com o jacaré.

O custo do cadarço é muito inferior ao preço que vemos nas lojas, porém, não encontrei nenhum lugar que vendesse os arremates ‘à varejo’ e precisei comprar pacotes com 100 arremates cada. Como a minha intenção era fabricar os cadarços para o projeto do curso, isso não foi um problema.

Ainda tenho elásticos e arremates em casa. Quem estiver precisando de cadarço me avisa que eu mando por correio! rsss

obs: Ah! também é muito legal colocar em tênis de criança pequena que ainda não sabe dar laço direito (tipo eu).

Lanches pré e pós-treino sem glúten e sem lactose

2 nov

Não é tão difícil almoçar e jantar restringindo o glúten e o leite afinal, arroz, feijão, bife e batata frita são ‘liberados’. A parte mais chata para se montar o quebra-cabeças dessa dieta é o lanche, mas como eu sou uma pessoa muito prestativa e tenho uma nutricionista muito competente, vou compartilhar algumas opções da minha dieta.

Eu faço musculação de manhã e corro (quando o meu joelho deixa) a noite. Por isso vou indicar  isso abaixo para ninguém achar que eu sou louca de acordar comendo brownie (tá, na TPM isso pode acontecer).

Meu favorito!

Pré-treino:

Opção 1(manhã) -1 fatia de pão sem gluten com ovo mexido ou geléia ou pasta de soja + suco ou ades
Opção 2 (manhã) – Vitamina com fruta+ ades+ amaranto ou quinoa em flocos
Opção 3 (noite) – Fruta + brownie Good Soy
Opção 4 (noite) – Barra de cereal sem glúten (bio2) + suco do bem ou suvalan

Pós-treino:

Opção 1 (manhã) – Banana + mel+ Quinoa em flocos
Opção 2 (manhã) – Banana + gatorade
Opção 3 (noite) – omelete + frios

Lanches para outros horários:

Pipoca de canjica
Cookies jasmine sem glúten
Cookies Good Soy
Granola VITAO sem glúten
Barra de castanhas e sementes Agtal
Biscoito de Polvilho
Tapioca com margarina e mel (fazer em casa ou pedir na barraquinha do tio)

Observação: eu NÃO sou nutricionista, só estou dizendo o que EU como.

Intolerante, eu?

29 out

Logo eu que sempre me vi como uma pessoa livre de preconceitos e aberta a novas ideias, me descobri intolerante. 😦  Infelizmente essa intolerância não depende da minha falta de compreensão das coisas, mas sim da minha falta de enzimas para digerir LACTOSE.

Após dores de barriga sofridas e embaraçosas, fiz uma série de exames até constatar essa intolerância. O gastro também me pediu para maneirar na quantidade de glúten da minha dieta por causa de alguns resultados indesejados nos exames. Bacana, não? Minha dieta de dia de treino que tinha macarrão no almoço, sanduiche com queijo no lanche e whey protein após o treino foi parar lá naquele lugar!

Rapidamente procurei a Julia (super querida) da Nutricorp que me fez uma dieta nova e me tirou todas as dúvidas sobre intolerância alimentar. No começo foi bem difícil seguir a dieta, me senti fraca e irritada. Depois de 2 semanas eu estava só irritada, a fraqueza sumiu (me tira a água, mas não me tira o chocolate!).

Agora o negócio é resistir a tentação, como em qualquer dieta. E vou confessar: como em qualquer dieta, eu estou ‘roubando’ muuuito!

Algum corredor intolerante por aí para trocar dicas ou apoio moral?

Tchau, amigo.


Circuito Athenas

24 out

Uma das metas de 2012 era correr as 3 etapas do circuito Athenas. Consegui concluir o circuito, mas de uma maneira bem diferente da planejada.

O interessante dessa prova é a evolução das distâncias. Como meu objetivo do ano é melhorar o pace, pensei fazer as provas de 10km, 16km e 21km, mantendo o ritmo entre 6:00 e 6:20, mas é claro que não foi isso o que aconteceu. O ano de 2012 está sendo um grande desafio para os meus treinos: desânimo, lesão, falta de tempo/dinheiro/paciência dominaram minhas provas.

Na primeira etapa do circuito eu me inscrevi para os 10km, mas não lembro bem o porque só consegui fazer 5km. Depois disso, mudei a estratégia e me inscrevi para os 8km na segunda etapa. Consegui com concluir a prova no pace de 6:40, mesmo tendo planejado 6:20 (confesso que andei um pouquinho).

Neste último domingo eu estava inscrita para os 10Km e graças a dor excruciante no meu joelho esquerdo ( a soma de condromalácia com falta de vergonha na cara para fazer musculação) eu desisti de correr no Km 6. Como o dia não estava para peixe, encontrei minha querida amiga Lia pálida e com a boca roxa neste momento e nós duas chegamos a conclusão de que seria melhor fazer um tempo muito ruim e chegar inteiras do que fazer um tempo ruim e chegar lesionada/desmaiada.

O amigo Nelton apareceu para ser nosso coelho, mas ao ver nosso estado, decidiu se unir a caminhada contemplativa matinal.

Em um momento de pura bobeira, decidimos fazer pose de corredor para a foto (sou péssima atriz, saí gargalhando na foto).

Conclusão: não importa se a inscrição foi uma fortuna e se seu objetivo de prova era importante, ligar o foda-se e se divertir com os amigos é sempre uma boa opção.

Altos e baixos

9 out

Bem que esse poderia ser um post sobre treinamento em ladeiras, mas não é. Vou falar sobre o que acontece em qualquer relacionamento com crises e momentos felizes.

Andei um bom tempo sem o menor prazer em correr. Por um momento fiquei super empolgada com a minha evolução de pace e coloquei uma meta arriscada para a Golden Four do Rj. Acontece que a minha falta de paciência para fazer o longos não me deu condicionamento nenhum para correr uma meia e acabei não indo correr a G4, mesmo já estando com a inscrição paga.

Resolvi que não estava no momento de treinar mais que 10Km, minha cabeça estava ocupada com mil coisas e qualquer atividade parecia ser mais interessante que ficar 1h30 correndo. Coloquei provas de 5 e 10km no meu planejamento e fiquei feliz assim, mas é claro que o destino ainda iria me pregar uma peça.

Para comemorar o lançamento no novo uniforme da equipe (agora com o apoio da Asics), lançou-se o concurso cultural ‘Orgulho FDV’. Os alunos teriam que fazer algo como um video, uma foto, um poema, ou o que viesse a mente para declarar o seu orgulho de fazer parte da equipe. O prêmio seria um par de tênis da Asics e uma viagem para correr a meia de Buenos Aires. Eu realmente estava precisando de um tênis novo, e tenho muito orgulho de ser FDV. Então, reuni o meu amor e os meu conhecimentos em edição de vídeo e fiz essa belezura:

Após fazer metade da equipe chorar, levei para casa o vale tênis e o pacote aéreo da LC Tour.

Então, sem paciência, sem treinar, sem vergonha fui lá eu correr a meia maratona de Buenos Aires.

Minha preocupação era completar a prova e consegui. Essa meia é muito boa pelo clima friozinho. Tudo bem, na largada estava beeem frio, mas depois ficou agradável. Não achei o percurso dos mais bonitos, mas para quem está acostumada a correr na orla carioca, qualquer lugar é meia boca. A organização da prova é boa, tem bastante água e gatorade e o staff fica o tempo todo te dando apoio. Só achei que tinha pouco banheiro (mas eu não sou padrão, né?) e que as bananas poderiam ser dadas já descascadas. A pista no local da alimentação parecia um pesadelo do Mario Kart.

O ponto alto da prova foi encontrar a minha amiga amanda no KM 5. Ela estava no pace que eu tinha que seguir, então foi ótimo ter o apoio dela para bater papo, me distrair e me fazer seguir o ritmo durante a prova. Pensei em desistir várias vezes, acredito que se estivesse sozinha o teria feito. Obrigada, Amandinha!!!

Minha nova meta agora é manter os 3 treinos semanais. Sem ligar para tempo ou distância, preciso ter regularidade. Eu amo a corrida, mas como disse no começo, assim como em qualquer relacionamento, temos altos de baixos. Encaro esses 3 treinos com terapia de casal.